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Sobre a Câmara Hiperbárica - Indicações e Contraindicações

Indicações e Contraindicações

A Medicina Hiperbárica se desenvolveu no início do século, quando os pesquisadores descobriram fenômenos inéditos relacionados com as alterações do organismo submetido à pressão, observados por médicos que trabalhavam com indivíduos que exerciam atividades de mergulho e em túneis pressurizados, ou seja, em exposições Hiperbárica. Fenômenos estes com efeitos importantes, quando indivíduos respiravam oxigênio em ambientes pressurizados, tais como ação antibiótica sobre alguns tipos de infecção, cicatrização de feridas e desintoxicação de trabalhadores envenenados pelo monóxido de carbono, tornando-se então uma terapêutica importante nos hospitais.

A Oxigenoterapia Hiperbárica consiste em um tratamento médico através da inalação de oxigênio puro em pressão ambiente aumentada dentro de câmaras hiperbáricas, utilizando-se máscaras ou capuzes especiais, em sessões que duram de uma a duas horas por dia, por um período que varia de acordo com a patologia.

Durante uma sessão de Oxigenoterapia Hiperbárica ocorre um aumento de dez a vinte vezes na quantidade de oxigênio dissolvido nos tecidos, o que é extremamente benéfico em patologias nas quais a falta de oxigênio tecidual é o problema principal, como por exemplo, locais onde existe comprometimento vascular em determinada região, como úlceras e feridas infectadas. Nestes casos a Oxigenoterapia Hiperbárica terá ação cicatrizante e antibiótica (dependendo da sensibilidade da bactéria). Outras ações importantes são o auxílio na formação do colágeno, neoformação vascular e na diminuição do edema, tornando-se uma importante terapêutica no tratamento destas lesões refratárias.

Atualmente, a Oxigenoterapia Hiperbárica é aplicada em todo o mundo, tendo regulamentado protocolos nos EUA, Europa, Japão, China e Rússia, países que contam com centenas de câmaras instaladas em seus hospitais.

No Brasil é regulamentada oficialmente através de resolução do Conselho Federal de Medicina para sua utilização em todo território nacional.

A indicação e aplicação da Oxigenoterapia Hiperbárica são de exclusiva competência médica. Quando o médico prescreve o tratamento, o paciente é encaminhado ao centro Hiperbárica, onde será avaliado o caso para se determinar a duração e o número de sessões a serem realizadas. O paciente é fotografado para documentação da evolução e serão enviados relatórios periódicos documentados em fotos para o médico do paciente. Caso haja interesse do médico, ele poderá acompanhar pessoalmente ou através de relatórios. Ao final do tratamento, o paciente é reencaminhado ao seu médico de origem.

De acordo com a Resolução 1457/95 do CFM, as indicações para tratamento com Oxigenoterapia Hiperbárica são as seguintes:

  • Embolias gasosas;
  • Doença descompressiva;
  • Embolia traumática pelo ar;
  • Envenenamento por CO² ou inalação de fumaça;
  • Envenenamento por cianeto ou derivados cianídricos;
  • Gangrena gasosa;
  • Síndrome de Fournier;
  • Outras infecções necrotizantes de tecidos moles: celulites, fasciítes e miosites;
  • Isquemias agudas traumáticas: lesão por esmagamento, síndrome compartimental, reimplantação de extremidades amputadas e outras;
  • Vasculites agudas de etiologia alérgica, medicamentosa ou por toxinas biológicas (aracnídeos, ofídios e insetos);
  • Queimaduras térmicas e elétricas;
  • Lesão refrataria: ulceras de pele, pés diabéticos, escaras de decúbito, ulcera por Vasculites auto-imunes, deiscência de suturas;
  • Lesões por radiação: radiodermite, osteorradionecrose e lesões actínicas de mucosas;
  • Retalhos ou enxertos comprometidos ou de risco;
  • Osteomielites;
  • Anemia aguda, nos casos de impossibilidade de transfusão sangüínea;

Essa resolução, de 1995 aponta grupos de patologias para cujo tratamento pode ser indicado OHB adjuvante às demais medidas terapêutica ou eventualmente exclusivas.



Para permitir a indicação de todos os pacientes com efetiva indicação, foi elaborado a atualização e o detalhamento dessas indicações iniciais, na sequência abaixo, a partir da considerável experiência clinica acumulada sendo a recomendação oficial complementar da SBMH. As indicações clinicas estão agrupadas por especialidades.

  • Cirurgia Geral e Gastro
    • 1 · Isquemia da incisão cirúrgica;
    • 2 · Infecção do sitio cirúrgico;
    • 3 · Deiscência de incisão cirúrgica;
    • 4 · Peritonite purulenta não cirúrgica;
    • 5 · Íleo paralítico refratário;
    • 6 · Pancreatite aguda;
    • 7 · Retocolite ulcerativa em atividade
    • 8 · Doenças de Crohn fistulizada;
    • 9 · Fistulas enterocutâneas;
    • 10 · Complicações de cirurgias orificiais;
    • 11 · Isquemia hepática pós-transplante;
    • 12 · Abscessos múltiplos de órgãos parenquimatosos;
    • 13 · Pós punção de abscesso de partes moles (pescoço, retroperitônio);
    • 14 · Pneumatose intestinal;
    • 15 · Cistite hemorrágica por adenovírus
  • Traumas
    • 1 · Traumas isquêmicos de extremidades (esmagamentos, desenluvamentos, fratura expostas, perdas de substancias, rupturas de vasos);
    • 2 · Traumas em locais previamente comprometidos (áreas necróticas, isquêmicas, irradiadas, etc.);
    • 3 · Traumas em áreas nobres: (face, pescoço, mamas, períneo, genitália, mãos e pés);
    • 4 · Traumas com infecção secundária;
    • 5 · Progressão das lesões traumáticas iniciais;
    • 6 · Lesões por abrasão de pele;
    • 7 · Acidentes por agentes biológicos (esporão de arraia, mordedura de animais, etc.);
    • 8 · Pneumoencéfalo e pneumocrânio.
  • Infecções
    • 1 · Infecções bacterianas de partes moles: aeróbias e anaeróbias, abscedantes e/ou necrosantes (ex.: impetigo, disseminado, piodermite, gangrenosa, piomiosites, etc.);
    • 2 · Erisipela;
    • 3 · Micoses invasivas (actinomicose, mucormicose, etc.);
    • 4 · Osteomielites primárias com má resposta ao tratamento;
    • 5 · Hanseníase em casos selecionados;
    • 6 · Otite media, externa e mastoidites de evolução crônica, otite externa maligna;
    • 7 · Epidermólise bolhosa;
    • 8 · Infecções bacterianas secundárias e doenças virais (varicela, herpes zoster);
  • Feridas
    • 1 · Infecções refratárias/germes multi-resistentes;
    • 2 · Locais nobres e/ou de risco: face , pescoço, períneo, genitália, mãos e pés;
    • 3 · Perda de enxerto ou retalho prévio;
    • 4 · Fundo pálido (isquêmico);
    • 5 · Osteomielite associada ;
    • 6 · Possibilidade de amputação;
    • 7 · Presença de fistula;
    • 8 · Ausência de sinais de cicatrização;
    • 9 · Fundo irregular;
    • 10 · Feridas em locais previamente comprometidos (áreas necróticas, fibróticas, isquêmicas, irradiadas, etc.);
    • 11 · Feridas externas e/ou profunda.
  • Doenças Vasculares
    • 1 · Doenças arteriais obstrutivas periféricas com feridas isquêmicas;
    • 2 · Arteriopatias inflamatórias: tromboangeites, obliterantes, arterites por colagenoses e arterites infecciosas;
    • 3 · "Pé Diabético";
    • 4 · Úlceras venosas;
    • 5 · Linfangite associadas a lesões cutâneas;
  • Ortopedia e Traumatologia
    • 1 · Fraturas expostas em casos selecionados;
    • 2 · Osteomielites hemotagênicas, pós cirúrgicas e pós fraturas;
    • 3 · Artrites sépticas;
    • 4 · Pseudartrose com ou sem infecções
    • 5 · Cirurgia de prótese infectada;
    • 6 · Cirurgia ortopédica infectada;
    • 7 · Necrose asséptica de cabeça de fêmur (até Ficat II).
  • Cirurgia Plástica
    • 1 · Queimaduras térmicas, elétricas e químicas;
    • 2 · Ferimentos de difícil cicatrização;
    • 3 · Enxertos e retalhos comprometidos ou de risco;
    • 4 · Celulites, fasciítes e miosites, após cirurgias plásticas reparadores e estéticas (mamas, abdômen e lipoaspiração);
    • 5 · Infecção necrotizante de tecidos moles após procedimentos invasivos estéticos (como injeção ou aplicação de produtos biológicos autólogos, produtos sintéticos e semi-sintéticos para preenchimentos);
    • 6 · Deiscências de cirurgias comprometendo o resultado estético;
    • 7 · Pacientes com alto risco de complicação (diabéticos, tabagistas, e etc.), objetivando prevenir o sofrimento tecidual;
    • 8 · Diminuição de edemas e seromas pós-operatórios em casos selecionados.
    • Obs.: Não está indicada a aplicação previa de OHB em pacientes sadios que irão se submeter a plásticas estéticas.
  • Lesões Actínicas
    • 1 · Dermatite actínica;
    • 2 · Miosites actínicas
    • 3 · Retite actínica
    • 4 · Cistite actínica
    • 5 · Neuropatia actínica periférica;
    • 6 · Mielite e encefalite actínicas em casos selecionados.
    • 7 · Implantes em tecidos comprometidos.
    • Obs.: Está comprovado que o uso da OHB não aumenta o potencial de aparecimento nem o crescimento tumoral.

Contra Indicações


Assim como qualquer medicamento, a OHB tem suas contra- indicações e seus efeitos.

A presença do dreno de tórax não é contra- indicação para a OHB; portanto, o paciente com pneumotórax drenado pode receber a OHB em câmara multiplace.

Os medicamentos antineoplásticos têm seu efeito citotóxico potencializado pela OHB. O sulfamilon inibe a anidrase carbônica que tem por efeito promover retenção de CO2 e vasodilatação, por isso deve ser removida da pele do paciente antes de receber OHB.

As contra- indicações relativas, uma vez tratadas ou reavaliadas quanto aos fatores de risco e benefício, podem ser encaminhadas para a OHB. Infecções das vias áreas superiores levam ao risco de o paciente vir a ter barotrauma da orelha média ou dos seios da face. Esses riscos podem ser tratados com descongestionantes nasais tópicos e, se houver necessidade, pode-se indicar a meringotomia profilática. Pacientes em estado de inconsciência são propensos a desenvolver barotrauma da orelha média, devido à incapacidade de equalizar as pressões, por isso devem ser submetidos à meringotomia bilateral.

Os pacientes com enfisema pulmonar podem sofrer ruptura de uma bolha e desenvolver um pneumotórax hipertensivo durante a descompressão da câmara hiperbárica. Nessa situação, a descompressão deve ser suspensa e o médico precisa realizar uma toracocentese com a colocação de um dreno de tórax no paciente dentro da câmara.

Há evidências, por meio de estudos experimentais em animais, de que a OHB pode aumentar a incidência de malformações congênitas quando aplicada no início da gravidez. Casos relatados de mulheres grávidas com mais de 12 semanas de gestão que necessitaram do tratamento por OHB, durante a gestação, tiveram seus filhos saudáveis e sem anormalidade.

Paciente com febre incontrolável está predisposto a ter convulsões. Nesses casos, a temperatura deve ser diminuída antes de o paciente entrar na câmara hiperbárica. Pacientes com história de convulsões, ou em tratamento por doença convulsiva devem manter a medicação. Caso ocorra uma crise convulsiva, durante o tratamento de OHB, se esse fato ocorrer dentro de uma câmara multiplace, é suficiente a retirada da máscara, mas se não aliviar pode ser necessária a administração de fenobarbital. A crise convulsiva ocorre devido aos efeitos tóxicos do O2 e tem uma incidência de 0.01% em 28.700 tratamentos sob 2,4 ATA 82.O uso de vitamina e diariamente pode auxilar na profilaxia desses efeitos.

A miopia é um efeito colateral frequente relatado pelos pacientes que são submetidos ao tratamento de OHB. Esse efeito é reversível e desaparece gradualmente após o término do tratamento com OHB. Quanto à catarata, a teoria mais aceita é explicada pelos danos provocados nas proteínas do cristalino pelos radicais livres de O2. Em geral essa lesão raramente ocorre em pacientes que receberam menos de 200 sessões de OHB. Os pacientes de maior risco são os idosos. A ingestão diária de vitamina C e E age com agente profilático contra essa complicação.

Paciente submetido à cirurgia de otoesclerose tem risco de sofrer ruptura da janela redonda, assim como o paciente com história de cirurgia torácica recente deve ser avaliado pelo especialista da área antes de iniciar o tratamento com OHB.

Em paciente portador de esferocitose, a OHB aumenta a hemólise. A claustrofobia pode ser um problema sério para os pacientes que necessitam OHB, devido ao confinamento em espaço fechado, que melhoram com o uso de ansiolíticos. Outros podem necessitar de tratamento psicológico ou psiquiátrico.

  • ABSOLUTAS
  • Pneumotórax não tratado
  • Uso de BLEOMICINA no passado
  • Uso atual de Sulfamilon, Adriamicina, Dissulfiram e Cisplatina
  • RELATIVAS
  • Infecções das vias aéreas superiores
  • História de convulsões
  • Enfisema pulmonar com retenção de CO2
  • Febre alta
  • Cirurgia torácica recente não drenada
  • Cirurgia para otoesclerose
  • Esferocitose congênita
  • Miopia e catarata
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