
São feridas que por uma falha nos mecanismos normais de cicatrização, tem retardado ou paralisado o processo de restauração dos tecidos. Isso pode ocorrer por anormalidades locais ou sistêmicas. Elas incluem lesões no pé diabético, comprometimento em locais de amputações, feridas traumáticas que não cicatrizam e feridas de origem vascular, entre outras.
Para o tratamento das feridas é necessário um centro especializado no diagnostico e tratamento das diferentes causas, objetivando a ação racional e individualizada, ao mais baixo custo possível e a cura no menor período de tempo. Se utilizada tecnologia de ponta como a Oxigenoterapia Hiperbárica e o uso de curativos adequados, obtem-se maior conforto, menor numero de trocas, menor sofrimento, controle mais rápido da infecção local e estimulo a cicatrização das feridas.
Para conseguir esse objetivo é necessário um diagnostico correto das lesões. A ferida faz parte do quadro clínico de diferentes patologias, e muitas vezes sua apresentação é muito semelhante em diversas doenças.
Um diagnostico errado poderá significar gastos desnecessários, cirurgias e tratamentos inapropriados, maior tempo de tratamento, maior risco de mutilação e sofrimento para o paciente e seus familiares.
A maioria das feridas crônicas é de origem vascular e dentre essas a determinada por doenças venosa (das veias) é a mais comum. Tratar de uma ulcera venosa exige mais que tratar da ferida em si: é necessário compensar a pressão venosa que é a causa da produção da lesão. A associação de medicamentos, que melhoram a função da microcirculação, e de curativos compressivos, com maior absorção das secreções e o controle da infecção local, estimulam a cicatrização mais rápida.
As feridas de origem arterial, que são produzidas pela diminuição do suprimento sangüíneo, se não tratadas adequadamente produz mais lesão ou agrava a existente. A revascularização do membro é o fator principal no tratamento da isquemia dos membros inferiores, mas a Oxigenoterapia Hiperbárica é um excelente método terapêutico complementar, aumentando a chance de correção da hipóxia (falta de oxigênio) muitas vezes não revertida, mesmo com a cirurgia bem sucedida. O cuidado da ferida também faz parte de um tratamento bem direcionado. O curativo visa a proteção, controle da infecção local, diminuição da dor, diminuição da progressão da necrose e estimulo a cicatrização por manter um ambiente na ferida o mais adequado possível. Para isso, pode-se utilizar diferentes produtos, de acordo com cada fase da lesão.
As feridas de origem infecciosas exigem para seu tratamento adequado a identificação do microorganismo infectante: bactéria, fungo ou vírus. Só depois disso poderá empreender a terapia antimicrobiana adequada para cada caso. Também aqui o tratamento local é importante pois propicia a diminuição do numero de microorganismo infectantes e o risco de infecções cruzadas. A Oxigenoterapia Hiperbárica, novamente, atua propiciando uma melhora da resposta imunológica, efeitos sinérgicos (estimulante na ação) com alguns antibióticos e inibição da ação de algumas toxinas bacterianas, o que propicia um controle mais rápido da infecção e estimula a cicatrização.
As infecções que ocorrem com complicações de algumas cirurgias também podem ser tratadas de maneira diferenciada utilizando-se os efeitos benéficos da Oxigenoterapia Hiperbárica e o uso racional da tecnologia moderna de curativos.
Consulte seu médico.
Fonte: Revista Viver Mais
Edição 2008/2009




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